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Tipo de Análise
Para definir o tipo de análise, é necessário estabelecer
se a comparação é entre médias (resposta quantitativa)
ou proporções (resposta dicotômica
ou categórica).
Análise para Resposta Quantitativa
Quando a resposta é quantitativa, geralmente os dados são
resumidos na forma de médias, variâncias e suas derivações.
Estudos com este tipo de resposta em geral requerem técnicas mais
complexas, assim, neste serviço incluímos apenas quatro
alternativas de análise:
- estimação de uma média
Problema: Estimar um valor médio referente à
população de interesse.
Exemplo: Um médico de um determinado hospital está
interessado em saber qual a idade média das mulheres que morrem
devido à problemas cardíacos.
- teste de hipótese para uma média (Teste
Z)
Problema: Comparar uma média que se pretende observar
com outra já existente, seja em dados de literatura ou em pesquisas
anteriores.
Exemplo: Com base em estudos anteriores estima-se que
o tempo de sobrevida médio de pacientes com câncer a partir
de um determinado estágio seja de 38.3 meses com um desvio-padrão
de 43.3 meses. Um novo tratamento está sendo sugerido e espera-se
que os pacientes submetidos a esse tratamento tenham, em média,
um tempo de sobrevida maior que as pessoas tratadas com o tratamento
tradicional.
- comparação de duas médias ( Teste
t de Student)
Problema: Comparar as médias de duas populações.
Neste caso, o pesquisador observa as médias de dois grupos distintos
e as compara com o objetivo de saber se os grupos diferem ou não
em relação à resposta de interesse.
Exemplo: Um médico deseja testar o efeito do uso
de anovulatórios na pressão sangüínea sistólica
de mulheres entre 30 e 35 anos. Para isso pretende selecionar dois grupos,
um de mulheres que usam anovulatório e outro de mulheres que
não usam, e comparar a pressão dos dois grupos.
- comparação de três ou mais médias (ANOVA)
Problema: Comparar as médias de três ou mais
populações. Neste caso, o pesquisador observa as médias
de três ou mais grupos distintos e as compara com o objetivo de
saber se os grupos diferem ou não em relação à
resposta de interesse.
Exemplo: Deseja-se investigar o efeito de três tipos
de medicamentos em relação à redução
da dosagem de glicose no sangue. Com este objetivo, um pesquisador irá
selecionar três amostras de pacientes, administrar em cada uma
delas um tipo de droga, e em seguida comparar a redução
média da dosagem de glicose causada pelos três medicamentos.
Nas quatro situações é necessário que o pesquisador
tenha algum conhecimento sobre a variabilidade da resposta de interesse
na população (variância). Os critérios mais
usados são o uso de pesquisas anteriores, dados de literatura e
amostras piloto. Outra alternativa menos precisa, porém menos trabalhosa,
seria considerar um intervalo onde estivessem concentrados 95% da população
e igualar o comprimento deste intervalo a 4 vezes o desvio-padrão.
Este procedimento é baseado no fato de que, para populações
aproximadamente simétricas, no intervalo compreendido entre a média
mais ou menos 2 desvios-padrão, estão aproximadamente 95%
da população.
Análise para Resposta Dicotômica ou Categórica
Na maioria desses casos, os dados são resumidos na forma de proporções.
Por exemplo, em um estudo em que a resposta é aparecimento de doença
(sim/não), observamos a proporção de doentes e de
não doentes. No caso de resposta categórica, de forma análoga,
são comparadas proporções de duas categorias. Este
serviço oferece as seguintes alternativas de análise:
- estimação de uma proporção
Problema: Estimar uma proporção referente
à população de interesse. Geralmente em pesquisas
clínicas esta proporção é a freqüência
de um evento ou a prevalência de uma doença. A estimativa
é calculada através da especificação pelo
pesquisador da proporção suposta e da precisão
desejada, que pode ser absoluta
ou relativa.
Exemplo (precisão absoluta): Um pesquisador deseja
estimar a prevalência de tuberculose em sua cidade entre crianças
até 5 anos de idade. Ele supõe que a verdadeira taxa dificilmente
excede 20% e deseja que a diferença entre a prevalência
real e estimada seja de até 5%.
Exemplo (precisão relativa): Se no exemplo acima,
o pesquisador ao invés de arbitrar a precisão absoluta
de 5%, optasse por uma precisão de 10% em relação
à prevalência de 20%, sua precisão relativa seria
de 2% (10% de 20%).
Obs: Quando o pesquisador não tiver elementos para arbitrar
uma proporção suposta, deve escolher a proporção
de 50%, que resultará na maior amostra possível.
- teste de uma proporção
Problema: Comparar uma proporção a ser observada
com outra já existente, seja em dados de literatura ou em pesquisas
anteriores. Muitas vezes este tipo de problema ocorre quando se tem
dúvida a respeito de alguma proporção já
conhecida, ou então quando se deseja comparar a proporção
de um estudo já concluído com outro que se pretende fazer.
Exemplo: A proporção de pacientes de câncer
curados após 5 anos de tratamento é, segundo a literatura,
de 50%. Um pesquisador deseja investigar se esta taxa é verdadeira
para um determinado hospital sendo que, só há interesse
em rejeitar a hipótese de igualdade se a taxa do hospital for
inferior à da literatura.
- comparação de duas proporções
Problema: Comparar as proporções de duas
populações. Neste caso, o pesquisador observa as proporções
em dois grupos distintos e as compara com o objetivo de saber se a proporção
de interesse é a mesma nos dois grupos ou não.
Exemplo: Acredita-se que a proporção de
pacientes que apresentam complicações após um tipo
de cirurgia é de 5% enquanto que a proporção de
pessoas que têm complicações após um segundo
tipo de cirurgia é de 15%. Deseja-se fazer uma pesquisa com o
intuito de comprovar estatisticamente que o primeiro tipo de cirurgia
é mais eficiente que o segundo.
- estudo caso-controle
Problema: Comparar um grupo de doentes (casos) e um grupo
de pessoas não doentes (controles). O objetivo é verificar
se os casos diferem significativamente dos controles, em relação
à exposição a um dado fator de risco.
Exemplo: A eficácia da vacina BCG na prevenção
da tuberculose está em dúvida e um estudo foi designado
para comparar a taxa de vacinação entre um grupo de pessoas
tuberculosas e um grupo controle.
- estudo de coorte
Problema: Comparar um grupo exposto a um fator de risco
e outro grupo não exposto. Visa verificar se indivíduos
expostos ao fator de risco desenvolvem a doença em questão,
em maior ou menor proporção, do que um grupo de indivíduos
não expostos.
Exemplo: Duas terapias para um determinado tipo de câncer
estão sendo avaliadas por um estudo de coorte. Pacientes serão
aleatorizados entre os tratamentos A e B e seguidos por 5 anos após
o início do tratamento até o reaparecimento (reocorrência)
da doença. O tratamento A é uma nova terapia que será
amplamente utilizada se demonstrado que ela reduz à metade o
risco de reocorrência nos primeiros 5 anos de tratamento.
Laboratório de
Epidemiologia e Estatítisca.
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